Cabe esclarecer que, quando falamos em tecnologias, estamos nos referindo aos aparelhos celulares, aos computadores, à Internet, às câmeras digitais, aos aparelhos MP3, MP4, MP5,... E mais: as tecnologias que parecem caminhar de forma separada, estão cada vez mais integradas a partir de equipamentos que com elas surgem.
Inevitavelmente, as tecnologias atingiram a educação, até então definida por lugar e tempo determinado: escola, sala de aula, ano letivo,... A Internet é a principal manifestação de integração de tecnologias na educação, seja na modalidade presencial, seja à distância. É possível ensinar e aprender de vários lugares, ao mesmo e a qualquer tempo, individualmente, ou em grupo. O fato é que as tecnologias chegaram às instituições de ensino, mas não foram tão bem recebidas. Estão enfrentando uma resistência muito grande.
O processo de ensino-aprendizagem ainda é focado na figura do professor. Ele ensina e os alunos aprendem. É tido e se posiciona como o detentor do conhecimento que compartilha o que sabe com seus alunos. O foco ainda é o conteúdo e o professor, e não a construção do conhecimento individual e grupal. A aprendizagem ainda não se tornou cooperativa.
Outro problema, é que os alunos estão preparados para adaptar-se a estas tecnologias no meio educacional, mas os professores, de forma geral, não! Chegam a ter medo de colocar as suas dificuldades para o aluno que poderia se tornar seu parceiro. Muitos até percebem que é preciso mudar, mas não sabem como fazer.
As instituições por sua vez, exigem essa mudança de seus professores, mas não lhes dão condições para mudarem. Fornecem laboratório de informática com computadores conectados à internet, mas esquecem de capacitarem o corpo docente. Resultado: não existe mudança nas aulas e nas atividades.
Mas assim como a resistência é grande, a pressão pela modernização também é. Já se tornou claro que é preciso revolucionar as formas de ensinar e de aprender. Não se deve esquecer que as mudanças serão lentas, difíceis e polêmicas, afinal, não é fácil mudar uma cultura tradicional!
“As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente; pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar; pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos.” José Manuel Moran


